Ninguém deve viver afastado da igreja e contentar-se com sua própria pessoa, pois nela somos nutridos pela Palavra e edificados em amor.
Vivemos tempos em que muitos cultivam uma fé solitária, crendo que longe da comunhão evitarão conflitos e adorarão a Deus com mais pureza.
Essa autossuficiência é ilusão perigosa. A verdade de Deus se revela ao corpo reunido em amor, não ao indivíduo isolado. Paulo ensina que é “seguindo a verdade em amor” que crescemos naquele que é a cabeça, Cristo (Ef 4.15). Quando nos apartamos, transgredimos o amor, e, sem amor, não conhecemos a Deus (1Jo 4.8).
“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb 10.25). Nenhum membro pode dizer ao outro: “Não preciso de ti” (1Co 12.21). A fé isolada não cresce, definha. É fé barata, que recusa o custo da comunhão: suportar uns aos outros em amor (Ef 4.2).
A graça que nos salvou nos inseriu numa família. Viver fora dela não é liberdade, é orfandade voluntária. Permaneçamos, portanto, na comunhão dos santos onde Deus nos forma, corrige e sustenta.
Abner Santana