Dignidade e ética de acomodação

“Dignidade” e ética de acomodação

O modo como a ética secular é articulada sugere uma acomodação. Ressalta-se a “dignidade humana”, mas desconsidera-se a santidade divina. No Cristianismo, qualquer solução moral deve estabelecer Cristo como centro e dele derivar seu significado e essência (Colossenses 1.16-17). O cristão afirma que não existe contradição entre a soberania (e santidade) de Jesus e a dignidade humana.

Um exemplo. É fato que muitas adolescentes engravidam a cada ano. A solução para evitar a gravidez indesejada, dizem, é a pílula do dia seguinte. Outro exemplo. Para evitar que prostitutas sejam submetidas a condições sub-humanas, dizem que a prostituição tem de ser regulamentada, com direitos trabalhistas estabelecidos por lei. Exemplo 3. Uma mulher aborta dizendo ser “proprietária exclusiva” de seu corpo. Exemplo 4. Uma pessoa se sente “afirmada” alterando seu gênero sexual. Isso deve ser considerado certo, em favor da dignidade do adolescente, ou da prostituta, ou do divergente sexual.

O indivíduo se assume como “autor” e protagonista de sua própria história e destino; dono absoluto de seu corpo, recursos e consciência; autônomo; autossuficiente. No fim das contas ele usurpa o nome e lugar de Deus. Nas tábuas da lei de seu coração ele escreve “EU SOU”.

O que Deus diz sobre uma vida gerada no ventre de uma mulher? Ou sobre prostituição? Ou sobre a proposta contemporânea de novos gêneros sexuais?[1] E ainda, quais soluções cristãs podem ser sugeridas para estas questões? Se Deus existe, é pessoal e reina, suas instruções devem ser consideradas. A ética cristã reconhece o valor do homem sem abrir mão das ordenanças de Deus. Eu estou quase terminando, mas você terá de ler um pouco mais (no próximo Boletim).

Sob influência de pessoas ou da cultura, nem sempre pensamos bem. O raciocínio turva com as inseguranças e inclinações do coração. Até a solução mais legítima pode não corresponder à vontade de Deus. Nestes casos o melhor é parar, meditar e orar. Não dar um passo sequer, até nosso cérebro receber o comando da nuvem.

Pr. Misael. Publicado no Boletim 352 | 25 de setembro de 2016.

Notas

[1] Esta proposta não é tão nova assim; tudo isso era praticado no paganismo dos tempos bíblicos.

2 Comentários

  1. Vanderléia Braga de Avila

    Muito lindo, gostei muito e os valores de Deus, precisam ser resgatados !

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