A teoria das quatro bocas compara a vida a um fogão: família, amigos, saúde e trabalho. Para ter sucesso, dizem, é preciso apagar uma boca; para ter muito sucesso, apagar duas. Os bilionários: Musk, Bezos e Zuckerberg são citados como prova.
Em 2018, o próprio Musk contou ao New York Times que trabalhava até 120 horas por semana, passou o aniversário sozinho na fábrica e quase faltou ao casamento do irmão.
O cristão, porém, costuma apagar outra boca. Reduz o culto doméstico, torna o domingo negociável, trata a comunhão dos santos como luxo. Sempre com a mesma desculpa, é só uma fase.
Mas “a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15). O rico insensato tinha todas as bocas acesas e ouviu: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma” (Lc 12.20).
Cristo não é uma das bocas; é o fogo que alimenta todas, pois “nele, tudo subsiste” (Cl 1.17). Sob o seu senhorio, trabalho, família e amizade deixam de ser rivais e se tornam adoração (1Co 10.31). Êxito não é apagar bocas, é acendê-las no mesmo fogo.
Abner Santana