Vivemos num tempo de profunda ansiedade. Nossos corações sentem esse peso e não devemos minimizar a luta. O próprio Davi clamou: “quando a ansiedade já me dominava, o teu consolo trouxe alívio” (Sl 94.19).
Mas há uma cena que nos ancora, no barco sacudido pela tempestade, os discípulos gritam enquanto Jesus dorme (Mc 4.38). O Senhor dorme não por indiferença, mas porque é soberano sobre ventos e ondas. Ao despertar, pergunta: “Ainda não tendes fé?”
A direção não é negar a tempestade, mas lembrar quem está no barco conosco. Paulo exorta:
Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração […]. E a paz de Deus […] guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus (Fp 4.6-7).
Pedro completa: “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1Pe 5.7). Descansamos não porque a vida seja fácil, mas porque pertencemos ao nosso fiel salvador. Nele, e somente nele, encontramos paz.