Já percebeu como uma pequena mancha em uma parede branca incomoda? A parede inteira é clara, mas o olhar corre para o defeito.
Podemos ser ótimos em muita coisa: velar a noite de um enfermo, preparar a refeição de quem amamos, ouvir sem pressa, fazer companhia ao solitário. Quanta bondade cabe no ser humano! Ainda assim, “não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e que não peque” (Ec 7.20).
Basta um defeito, se é que há só um, pois costumamos ter vários. Quem “tropeça em um só ponto, se tornou culpado de todos” (Tg 2.10). O pecado não fica num canto, corrompe tudo. Pintar só a mancha não basta; logo ela reaparece. A parede inteira precisa ser refeita.
Assim o oleiro nos quebra, no deserto, na solidão, na noite que tentamos mascarar. Mas a limpeza não vem de nós. Na cruz, Cristo lava a mancha que todos veem e a que escondemos; o sangue do Filho nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7).
Eis a promessa: “ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve” (Is 1.18).
Abner Santana