Hollywood nos vendeu uma mentira: existe em algum lugar a pessoa perfeita, que vai nos completar e nos fazer felizes. Então, nos casamos e descobrimos falhas e feridas, as do outro e as nossas. A “química” esfria e pensamos: será que escolhi errado?
Mas e se o casamento nunca foi sobre achar alguém pronto? Timothy Keller recorda a resposta de Michelangelo, quando questionado sobre como esculpira o Davi: “Removi do mármore as lascas que não eram Davi”. Casar é olhar para dentro do outro, vislumbrar a pessoa gloriosa que Deus está formando e dizer: “Quero participar dessa obra”.
Essa visão não é ingênua; é profundamente realista. Mesmo um casamento cansado tem propósito: cada um enxerga as fraquezas do outro e, ainda assim, se compromete a encorajá-lo em santificação. O que sustenta o lar não é o sentimento passageiro, mas o amor que escolhe servir.
Foi o que Cristo fez: não esperou que fôssemos perfeitos, entregou-se para nos santificar (Ef 5.25-27). Marido e esposa, amem assim, rumo ao dia em que estarão diante de Deus, em glória imaculada.
Abner Santana