Uma família de discípulos de Jesus

Comunhão, não simulação

Cada vez mais pessoas desabafam com a IA. Contam segredos, pedem conselho amoroso, buscam consolo na madrugada. O chat não julga, está sempre disponível, lembra de tudo. Parece amigo perfeito. Mas há uma verdade que ele ignora: não existe amor na divisão, somente quando dividimos.
Deus nos criou à sua imagem (Gn 1.27) e disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18). Fomos feitos para partilhar a vida com Deus e com o próximo. Por isso Cristo instituiu sua igreja, corpo onde somos “membros uns dos outros” (Rm 12.5). Confessar pecados (Tg 5.16), levar as cargas do irmão (Gl 6.2), chorar com quem chora (Rm 12.15), a máquina não divide nada disso.
O perigo não é a ferramenta, é o lugar que ela ocupa. Quando o IA vira terapeuta, pastor ou companheiro, transferimos a uma máquina a intimidade que pertence a Deus e à igreja. A solidão que ela alivia, ela aprofunda.
Use a IA para trabalhar. Para o coração, busque o Pai em oração (Mt 6.6), o irmão na comunhão (Hb 10.25) e o pastor no aconselhamento (Hb 13.17). Amor é vida dividida com pessoas reais.

Abner Santana

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