Posts from fevereiro 2026

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Chamados à comunhão

Ninguém deve viver afastado da igreja e contentar-se com sua própria pessoa, pois nela somos nutridos pela Palavra e edificados em amor. Vivemos tempos em que muitos cultivam uma fé solitária, crendo que longe da comunhão evitarão conflitos e adorarão a Deus com mais pureza. Essa autossuficiência é ilusão perigosa. A verdade de Deus se revela ao corpo reunido em amor, não ao indivíduo isolado. Paulo ensina que é “seguindo a verdade em amor” que crescemos naquele que é a…

Deus deseja que vivamos

Há 89 anos, Deus plantou esta igreja em São José do Rio Preto. Desde então, temos caminhado, não por mérito próprio, mas pela fidelidade daquele que prometeu concluir sua boa obra em nós (Fp 1.6). Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus, para que vivais, e bem vos suceda (Dt 5.33). Nem todo trecho dessa jornada foi suave. Houve perdas, desafios, tempos de escassez. Mas o Senhor que sustentou Israel no deserto por quarenta anos…

A verdadeira festa

O cristão não foge do mundo nem se conforma a ele. Não fugimos dos prazeres por medo, mas porque a graça nos deu alegrias superiores. O Carnaval descende das Saturnálias romanas, festas pagãs que celebravam a carne e a inversão de valores. A palavra vem do latim carnem levare: despedida da carne. Em Cristo, porém, não precisamos de despedida temporária do pecado; fomos libertos dele. “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm 12.2). As obras…

Paz na tempestade

Vivemos num tempo de profunda ansiedade. Nossos corações sentem esse peso e não devemos minimizar a luta. O próprio Davi clamou: “quando a ansiedade já me dominava, o teu consolo trouxe alívio” (Sl 94.19). Mas há uma cena que nos ancora, no barco sacudido pela tempestade, os discípulos gritam enquanto Jesus dorme (Mc 4.38). O Senhor dorme não por indiferença, mas porque é soberano sobre ventos e ondas. Ao despertar, pergunta: “Ainda não tendes fé?” A direção não é negar…

Redenção do trabalho

“Construção”, de Chico Buarque, é considerada a maior música brasileira de todos os tempos[1]. O operário sobe ao andaime “como se fosse máquina”, ergue paredes, e então tropeça, flutua e “se acaba no chão feito um pacote flácido”. Sua morte? Apenas “atrapalha o tráfego”. Que cenário assustador. Quantas vezes nos tornamos máquinas, prontas apenas para produzir? Esquecemos que somos imago Dei, portadores da imagem divina. Sofremos os efeitos da Queda também no trabalho. Buscamos eficiência, criamos autossuficiência falsa, olhos embotados para…