Adoramos o criador do universo e, ainda assim, esquecemos quão grande ele é. Israel viu o mar abrir-se e, semanas depois, moldou um bezerro. Por isso Deuteronômio existe. Moisés repete tudo de novo, reafirma promessas e leis.
Deus promete cuidado real: “o Senhor afastará de ti toda enfermidade” (Dt 7.15). Mas logo adverte: “nem servirás a seus deuses, pois isso te seria por ciladas” (Dt 7.16).
Eis o perigo. Levantamos novos ídolos e nem percebemos o laço se fechando, muitas vezes porque sequer conhecemos a lei que deveríamos guardar. “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Os 4.6).
Tornamo-nos sal que não salga, luz que não ilumina (Mt 5.13-14); um barco solto ao vento, que atraca em qualquer porto.
Esquecemos que somos “geração eleita, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe 2.9). Que possamos ter coração contrito, que ouve, grava e obedece, pois conhecer o Deus que livra e cumpre a sua palavra gera certeza, nenhum ídolo merece o nosso coração.
Abner Santana