Uma família de discípulos de Jesus
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O grande mandamento [Dt 6.1-5]

1 Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir; 2 para que temas ao Senhor, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados. 3 Ouve, pois, ó Israel, e atenta em os cumprires, para que bem te suceda, e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te disse o Senhor, Deus de teus pais. 4 Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 5 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Deuteronômio 6.1-5.

Sermão do Pastor Misael Batista do Nascimento. Pregado na Igreja Presbiteriana de São José do Rio Preto, no culto da manhã, em 01/03/2026.

Introdução

A vida com Deus requer clareza interna, convicção e foco.

Intencionalidade na devoção. Entrega inteira, exclusiva e completa. No chamado do evangelho não há espaço para consagração parcial e, como veremos em todo este capítulo 6 de Deuteronômio, a Palavra de Deus requer atenção e obediência completas. A falta de clareza interna, convicção e foco em Deus nos faz perder tempo, recursos, energia e vida.

Alguns podem pensar que isso é legalismo, mas, como veremos, trata-se simplesmente de viver nos termos da aliança da graça.

Moisés enfatiza que o foco em Deus é necessário:

[1] Para ajustar nosso coração e vontade (v. 1-2).

[2] Para nos capacitar a viver bem na terra (v. 3) e…

[3] como demonstração de nosso amor sincero e completo (v. 4-5).

Vejamos, em primeiro lugar, que…

I. O foco em Deus ajusta nosso coração e vontade

Como lemos nos v. 1-2:

1 Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir; 2 para que temas ao Senhor, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados.

A palavra do v. 21 informa sobre a obediência do próprio Moisés. Em Deuteronômio 5.31, Deus ordena a seu servo que receba os mandamentos, estatutos e juízos para, em seguida, ensiná-los ao povo. Aqui, em Deuteronômio 6.1, Moisés cumpre a ordem do Senhor.

Nós já dissemos em outra ocasião, que estas palavras, mandamentos, estatutos e juízos são termos técnicos usados no estabelecimento das alianças antigas.[1]

Eles são dados por Deus a fim de serem praticados, como lemos no final do v. 1: “para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir”.

Moisés tem de passar para o povo os grandes e amplos conceitos da aliança, bem como as instruções miúdas práticas para a vida cotidiana;[2] tudo isso com a finalidade de ajustar o coração e a vontade do povo redimido.

Ora, a própria Escritura esclarece que, sem purificação e alinhamento do coração, a obediência (a conduta) fica comprometida. Por outro lado, há um sentido em que a obediência à Palavra precede o alinhamento do coração.

O autor de Hebreus, por exemplo, afirma que quando praticamos a Palavra, nossas “faculdades” ou “sentidos”(ARC) são exercitados para “discernir” melhor as coisas (Hb 5.14). Primeiro a obediência ou prática; depois o amadurecimento interior.

Outro exemplo disso pode ser conferido em 1Pedro 1.22. O apóstolo Pedro ensina que cada vez que obedecemos à verdade, nós purificamos nossa alma. Mais uma vez, obediência que precede purificação do coração.

É nesse sentido que aqui, em Deuteronômio 6.1-2, o cumprimento dos mandamentos encaminha para o ajuste do coração e da vontade.

O ajuste do coração aparece no início do v. 2: “para que temas ao Senhor, teu Deus”. Goldingay propõe que o verbo “temer” pode ser entendido aqui como uma “reverência positiva a Deus” e não se trata “de uma mera questão de sentimento, mas de ação. A reverência motiva e subentende obediência”.[3]

O ajuste da vontade e, por conseguinte, do comportamento, pode ser conferido a seguir, ainda no v. 2: “e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno” (v. 2b).

A vontade de Deus é que a obediência aos mandamentos, estatutos e juízos seja passada dos pais para seus descendentes, e que ela seja vitalícia, assegurando longevidade, como lemos: “tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados” (v. 2c).

Isso não se concretiza sem clareza interna, convicção e foco.

A vida com Deus requer clareza interna, convicção e foco.

O foco em Deus ajusta nosso coração e vontade. Este é o primeiro ensino desta passagem de Deuteronômio.

Em segundo lugar…

II. O foco em Deus nos capacita a viver bem na terra

É o que consta no v. 3, como segue:

Ouve, pois, ó Israel, e atenta em os cumprires, para que bem te suceda, e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te disse o Senhor, Deus de teus pais.

Semana passada, olhando para Deuteronômio 5. 28-33, nós aprendemos que Deus deseja que vivamos. A mesma ideia reaparece exuberante, aqui em Deuteronômio 6.3.

Ouve, pois, ó Israel”. Vive bem quem ouve bem. Na roça mato-grossense, nos idos de 1980, usava-se uma expressão esquisita e de significado terrível. “Fulano é ‘maluvido’”, quer dizer, “teimoso”; não sabe ouvir boas instruções ou conselhos. Israel tinha de prestar atenção; Israel não devia ser “maluvido”. Isso é reforçado pelas palavras seguintes: “e atenta em os cumprires”.

Dois resultados maravilhosos do cumprimento da Palavra de Deus são informados na parte final do v. 3:

[1] Uma vida suprida e satisfeita: “para que bem te suceda, e muito te multipliques na terra que mana leite e mel”.

[2] Além disso, uma vida conformada às promessas de Deus: “como te disse o Senhor, Deus de teus pais”.

Isso não é teologia da prosperidade e sim, teologia do pacto. Como lemos na Bíblia A mensagem:

Ouçam e sejam obedientes, Israel. Façam tudo que for ensinado a vocês, para que tenham vida longa, uma vida de abundância de provisões, como o Eterno prometeu, numa terra em que manam leite e mel.

A mesma bênção pactual reaparece em Salmos 1.1-3:

1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2 Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, [nestes mandamentos, estatutos e juízos mencionados em Deuteronômio] e na sua lei medita de dia e de noite. 3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.

Prestemos atenção. Caminhar com Deus nesse mundo vale a pena. Admitir isso não equivale a aderir ao pragmatismo, que é a ideia de que devemos nos aproximar de Deus apenas porque isso nos trará benefícios.[4] O ponto aqui é que a Bíblia afirma sim, com todas as letras, que caminhar com Deus, cumprindo sua vontade faz bem, enquanto viver longe dele, desconsiderando sua vontade, faz muito, muito mal.

Mas não andamos com Deus em obediência sem clareza interna, convicção e foco.

A vida com Deus requer clareza interna, convicção e foco.

O foco em Deus nos capacitar a viver bem na terra. Este é o segundo ensino desta passagem de Deuteronômio.

Mas não apenas isso. Em terceiro lugar…

III. O foco em Deus deve nos conduzir a devotar a ele amor sincero e completo

Nós aprendemos sobre isso nos v. 4-5, onde lemos:

4 Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 5 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.

Jesus cita estes versículos de Deuteronômio no Evangelho de Marcos, afirmando que este é o “principal” mandamento (Mc 12.28-30; Mt 22.37-38).[5]

A tradição judaica titula estes versículos como Shemá[6], por conta do verbo “ouvir”, que consta no início do v. 4.[7] Tais versos contém a “verdade fundamental da religião de Israel e dever fundamental nela baseado”.[8] Um estudioso nos ajuda a entender que “o Shemá é para o Decálogo o que o Decálogo é para o conjunto completo de estipulações da aliança”.[9] E prossegue:

O papel do Shemá era o coração de toda a lei. […] A centralidade dessa confissão fincou raízes na consciência judaica de tal forma que até hoje o judeu praticante recita o Shemá pelo menos duas vezes ao dia. […] O Senhor é de fato uma unidade, mas além disso ele é o único Deus.[10]

Na sinagoga o Shemá é declamado como confissão de fé e bênção alegre ao mesmo tempo, ao fim de cada liturgia.[11]

A nova geração de israelitas, acampada diante do rio Jordão, prestes a entrar na Terra Prometida, tem de prestar atenção em uma coisa. Daí o chamado do início do v. 4: “Ouve, Israel” (v. 4a).[12]

Mas o que os ouvintes de Moisés devem ouvir? No que eles precisam prestar atenção? A resposta fornecida pelo texto é: “o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”.[13] O Dr. Craigie informa que:

O hebraico, neste ponto, pode ser traduzido de diversas maneiras e é possível que “único” seja usado como um nome ou título de Deus. C. H. Gordon sugeriu a tradução: “Yahweh é nosso Deus. Yahweh é ‘Um’”.[14]

A NIV (não a NVI brasileira) segue nesta direção, trazendo: “O Senhor, o nosso Deus, o Senhor, é um só”,[15] e também a Bíblia TEB: “Escuta, Israel! O Senhor, nosso Deus, é o Senhor que é UM”.[16]

Deus é singular e exclusivo. Deus é único, no sentido de que não há outro deus. Retornando a Craigie:

Essas palavras, que têm sido chamadas de “dogma monoteísta fundamental do Antigo Testamento”, têm implicações teológicas e práticas. Os israelitas já haviam descoberto as implicações práticas quando celebraram o êxodo, no cântico: “Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses” (Êx 15.11)? — uma pergunta retórica, requerendo uma resposta negativa: Não há deuses como o Senhor![17]

Esta revelação não se choca com a doutrina da Trindade, apenas notifica que Deus “não é ambivalente e que tem um único propósito ou objetivo para a criação e a história”.[18]

William MacDonald sugere inclusive que, à luz do Novo Testamento:

O termo hebraico traduzido por “único” no versículo 4 […] não representa unidade absoluta, mas, sim, unidade composta […] compatível com os nomes de Deus empregados nesse versículo. YHWH (Senhor) ressalta sua singularidade. ʾĚlō·hîm (Deus) enfatiza suas três pessoas.[19]

E quando prosseguimos para o v. 5, encontramos o dito precioso: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus” (v. 5a).

Esse amor deve ser completo, sincero e intenso, pois o versículo traz ainda: “de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (v. 5b), sendo que:

O coração (lēb), na antropologia do Antigo Testamento, é a sede do intelecto, equivalente à mente ou parte racional do ser humano. A “alma” (ou melhor, o “ser” ou a “pessoa essencial” de acordo com o entendimento comumente aceito do hebr. ʹ·p̄ěš), refere-se à parte invisível do indivíduo, a pessoa enquanto pessoa, incluindo a vontade e as sensibilidades. A força (meʾō) é, obviamente, o lado físico com todas as suas funções e capacidades. […] Isto é, Israel deve amar a Deus com toda a sua essência e expressão.[20]

Isso explica porque os judeus piedosos usam o Shemá em sua devocional diária e nas liturgias da Sinagoga. Moisés ensina sobre o Shemá no momento em presta culto a Deus, pregando um sermão. Este livro de Deuteronômio “relata o último culto dirigido por Moisés, um culto de renovação da aliança nas Planícies de Moabe”.[21]

Não apenas Deuteronômio revela que a adoração requer reverência (temor). A adoração requer amor que conduz a entrega. “Como povo, os israelitas deviam amar e servir a ele com todo o seu ser (coração/mente, corpo, recursos; Dt 6.4; 10.12)”.[22]

A aliança não tem a ver somente com fazer o certo para viver bem e sim, com considerar Deus singular, extraordinário e, como diz o Presb. Moysés, “amorável”.

Nós temos de amar a Deus sinceramente e intensamente, com tudo o que somos e temos.

Nós afirmamos isso no cântico Ame ao Senhor, de Guilherme Kerr:

Ame ao Senhor com todo seu coração

Com toda força e razão

Com todo o seu desejar[23]

Trocando em miúdos, focar em Deus corresponde a amá-lo.

A vida com Deus requer clareza interna, convicção e foco.

E o foco em Deus deve nos conduzir a devotar a ele amor sincero e completo. Este é o terceiro ensino desta passagem de Deuteronômio.

A partir daqui pode começar a concluir, como sempre, recapitulando, ou seja…

Conclusão

Em Deuteronômio 6.1-5, Moisés enfatiza que o foco em Deus é necessário [1] para ajustar nosso coração e vontade, [2] para nos capacitar a viver bem na terra (v. 3) e como demonstração de nosso amor sincero e completo.

O que isso tem a ver conosco?

[1] Como dissemos, aqui em Deuteronômio, Moisés não nos convoca para uma vida legalista.

O legalismo sustenta que nós conquistamos a salvação por meio de nossa obediência aos preceitos. A pessoa legalista passa a crer que é salva com base na soma e apresentação, diante de Deus, de seus próprios méritos. No fim das contas o homem salva a si mesmo e a salvação deriva da cooperação entre Deus e o homem (sinergismo).

Em outras palavras, o legalismo motiva desempenho religioso e incita justiça própria.

Na melhor das hipóteses o legalismo produz um fariseu. Numa hipótese intermediária, o legalismo encaminha para a doença espiritual, emocional e física. Pior do que tudo, o legalismo conduz ao inferno.

Nós precisamos, aqui e agora, abandonar toda ideia de salvação baseada em nossas obras, se quisermos verdadeiramente ser salvos!

[2] É importante entender que aqui, em Deuteronômio, Moisés nos chama a viver nos termos da aliança da graça. Basta conferir a ordem dos acontecimentos, desde o Êxodo. Primeiro o povo é liberto dos principados e da escravidão do Egito e somente depois recebe os mandamentos de Deus no Sinai.

Em seguida, acampado em torno do Sinai, Deus conduz o povo ao culto sacrificial do Tabernáculo. Somente então é que o Senhor o encaminha para entrar na Terra Prometida.

Deus se mostra santo, fiel e compassivo. Ele visita o povo com salvação poderosa, graciosa e suficiente.

A salvação introduz o povo em uma aliança de amor e vida, de modo que, agora ligados a ele somente pela graça e tomados por gratidão e alegria, os salvos recebem instrução para a existência bem-aventurada centrada em Deus.

A salvação de Deus alcança o coração, que começa a mudar. A partir desta mudança interna, a vida neste mundo também muda e começamos a ser preparados para viver com Deus na eternidade.

O principal meio de graça para isso aconteça é a Palavra, a lei bendita e perfeita de Deus.

O Antigo Testamento chama isso de vida assegurada e regida pela aliança. Os evangelhos chamam isso de discipulado. Outros entendem isso simplesmente como vida cristã.

Daniel Block explica muito bem que o propósito de Moisés aqui é “incutir nos israelitas a gratidão pela graça do Senhor e promover temor, fé e compromisso de aliança (amor), que será demonstrado na vida de obediência alegre”.[24]

Mas, e quanto ao temor, exigido no v. 2?

Depois de estudar profundamente a teologia de culto de Deuteronômio, Block afirma que “temor e tremor expressam compromisso da aliança, que pode ser visto como o correlativo mosaico da fé do Novo Testamento”.[25]

Na prática, o povo de Israel anda com Deus a despeito de suas muitas falhas, confiante no perdão imerecido simbolizado pela oferta pelo pecado apresentada pelo sacerdote, no Tabernáculo.

E o povo crente luta todos os dias para demonstrar amor prático a Deus, esforçando-se ao máximo e devotando-se por inteiro.

No Antigo Testamento, este é o povo de aliança. No Novo Testamento, estes são os discípulos e testemunhas de Jesus Cristo.

No fim das contas, é o mesmo povo que ama a Deus, vive com Deus e para Deus, sempre dependente da graça e do poder de Deus.

A vida com Deus requer clareza interna, convicção e foco.

Clareza interna é obra da graça, produzida pelo desfrute de Deus, por meio de Jesus, na relação da aliança.

Convicção é obra da graça que nos purifica, instrui e transforma pela Palavra de Deus.

Foco é obra da graça, de retirar a venda de nossos olhos e nos apresentar Deus que é deslumbrante.

Tudo é obra da graça que nos convida a servir a Deus, antes de tudo, amando-o de todo coração, alma e força.

Que sinceramente nós o invoquemos e sirvamos. Façamos isso apaixonadamente, como orou George Herbert, pastor anglicano do século 17.

Vem, meu Caminho, minha Verdade, minha Vida;

Um Caminho tal que nos dá respiração;

Uma Verdade tal que põe fim a toda contenda:

Uma Vida tal que mata a morte.

Vem, minha Luz, minha Festa, minha Força:

Uma Luz tal que demonstra uma festa;

Uma Festa tal que se emenda em seu comprimento;

E uma Força tal que [me] torna seu hóspede.

Vem, minha Alegria, meu Amor, meu Coração:

Uma Alegria tal que ninguém pode abalar;

Um Amor tal que ninguém pode dividir:

Um Coração tal como as alegrias do amor.[26]

Que possamos nos aproximar de Deus assim, e caminhar como ele assim, todos os dias. Para o agrado dele e para nosso bem.

Vamos orar sobre isso.


Notas

[1] NASCIMENTO, Misael Batista. Além dos feitos, os preceitos: exposição de Deuteronômio 4.1-8. Sermão pregado na IPB Rio Preto, em 02 nov. 2025. Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2026.

[2] Cf. NASCIMENTO, Misael Batista. A aliança é atual: exposição de Deuteronômio 5.1-5. Sermão pregado na IPB Rio Preto, em 01 fev. 2026. Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2026.

[3] GOLDINGAY, John. Números e Deuteronômio. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2021, p. 175 (Pentateuco para todos). Edição do Kindle.

[4] Para o Dicionário Aurélio, o termo “pragmatismo” abarca “as doutrinas de C. S. Peirce […], W. James […], J. Dewey […] e do literato alemão Friedrich J. C. Schiller (1759-1805), cuja tese fundamental é que a verdade de uma doutrina consiste no fato de que ela seja útil e propicie alguma espécie de êxito ou satisfação”; cf. “Pragmatismo”. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio eletrônico 7.0. Curitiba: Editora Positivo, 2009. CD-ROM.

[5] Em Mateus e Lucas, Jesus cita apenas Deuteronômio 6.5 (Mt 22.37-38; Lc 10.25-27). Em Mateus, “este é o grande e primeiro mandamento” (Mt 22.38). Em Lucas, trata-se do sumário da lei (Lc 10.26). Em Marcos, Jesus interage amigavelmente com um escriba e o entendimento dele — de Jesus — sobre a lei coincide com o da Sinagoga (Mc 12.32-34]. Tanto em Mateus, quanto em Lucas, um “intérprete da lei” dialoga com Jesus com a finalidade de experimentá-lo (Mt 22.35; Lc 10.25). Em Lucas, a conversa introduz a parábola do bom samaritano (Lc 10.28-29).

[6] De fato, até o v. 9; cf. CRAIGIE, P. C. Deuteronômio. São Paulo: Cultura Cristã, 2013, p. 165 (Comentários do Antigo Testamento); MERRILL, Eugene H. Deuteronômio. São Paulo: Vida Nova, 2025, p. 178 (Comentário exegético).

[7] Explicamos o verbo šāmaʿ como “escutar com atenção, para compreender e obedecer”, em: NASCIMENTO, Misael Batista. Quando Deus não segue conosco: exposição de Deuteronômio 1.41-46. Sermão pregado na IPB Rio Preto, em 26 out. 2025. Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2026 e NASCIMENTO, Além dos feitos, os preceitos: exposição de Deuteronômio 4.1-8.

[8] CRAIGIE, op. cit., loc. cit.

[9] MERRILL, Eugene H. Deuteronômio. São Paulo: Vida Nova, 2025, p. 180 (Comentário exegético). Em Deuteronômio 4.44—5.21, o Decálogo é apresentado como síntese da lei, e aqui, em Deuteronômio 6, o Shemá aparece como síntese do Decálogo. Por isso alguns estudiosos o consideram “o esboço de um esboço”; cf. KEIL, C. F.; DELITZCH, F. The Pentateuch. Grand Rapids: Eerdmans, s.d., v. 3, p. 322 (Biblical commentary on the Old Testament), apud MERRIL, op. cit., p. 178.

[10] Ibid., p. 179,180.

[11] HUSTAD, Donald. Jubilate! A música na igreja. São Paulo: Vida Nova, 1986, p. 92; cf. MARTIN, Ralph P. Adoração na igreja primitiva. 2ª ed. revisada. São Paulo: Vida Nova, 2012, p. 34-35.

[12] Explicamos o verbo šāmaʿ como “escutar com atenção, para compreender e obedecer”, em: NASCIMENTO, Misael Batista. Quando Deus não segue conosco: exposição de Deuteronômio 1.41-46. Sermão pregado na IPB Rio Preto, em 26 out. 2025. Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2026 e NASCIMENTO, Além dos feitos, os preceitos: exposição de Deuteronômio 4.1-8.

[13] A Bíblia hebraica não contém o verbo predicativo “é”, ligando o atributo ao sujeito, de modo que lemos “YHWH, nosso ʾĚLŌ·HÎM, o único YHWH”.

[14] CRAIGIE, op. cit., p. 166.

[15] Apud MERRILL, op. cit., p. 178. A NVI em língua portuguesa, de 2001, traz “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor” e informa, em uma nota, que é possível ainda traduzir como “o Senhor, o nosso Deus, é um só Senhor”; ou “o Senhor é nosso Deus, o Senhor é um só”; ou ainda, “o Senhor é nosso Deus, o Senhor somente” (grifos nossos).

[16] BÍBLIA TEB: notas integrais tradução ecumênica. 3ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2020, p. 259 (Coleção de livros da literatura Judaica e Cristã).

[17] CRAIGIE, op. cit., loc. cit.

[18] MERRILL, op. cit., p. 179.

[19] MACDONALD, W. Comentário bíblico popular: Antigo Testamento. 2ª ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2011, p. 139. Logos software.

[20] MERRILL, op. cit., p. 180.

[21] BLOCK, Daniel I. O evangelho segundo Moisés. São Paulo; Cultura Cristã, 2017, p. 293.

[22] BLOCK, Daniel I. O evangelho segundo Moisés. São Paulo; Cultura Cristã, 2017, p. 284.

[23] KERR, Guilherme. “Ame ao Senhor”. In: Spotify. Disponível em: .

[24] BLOCK, op. cit., p. 293.

[25] Ibid., p. 308.

[26] HERBERT, George, fonte não informada, apud HOUSTON, James. Orar com Deus: desenvolvendo uma transformadora e poderosa amizade com Deus. São Paulo: Abba Press, 1995, p. 169.