Posts from 2022 (Page 2)
O amor de Deus no sofrimento
A tragédia que estamos acompanhando em Petrópolis, RJ, reacende o debate filosófico-teológico do porque do sofrimento. A existência do mal leva muitos a formularem a seguinte hipótese: “Se há um Deus que é poderoso e amoroso e que poderia parar com todo o sofrimento existente, mas não o faz, então, ou esse Deus não tem poder, ou ele não se importa com a dor”, e concluem eles: “Esse Deus não existe para mim!” Todavia, esse argumento é simplista demais. Primeiro,…
A esperança de Laodiceia
Dentre as cartas ditadas por Cristo às igrejas da Ásia, a carta à Igreja em Laodiceia foi a mais dura (Ap 2.1—3.22). Como vimos nos boletins 629 e 630, por causa de sua inoperância e orgulho, aquela igreja causava náuseas em Deus. Não obstante todo tropeço dos crentes de Laodiceia, eles eram queridos por Deus. Kistemaker explica que “Jesus não diz — ‘Vou cuspi-lo da minha boca’, mas ‘estou a ponto de cuspi-lo da minha boca’ [Ap 3.16]. Aqui está…
Luz incandescente
Há algum tempo, nos cultos de oração das quartas–feiras, estamos tendo o privilégio de ser edificados pela Palavra de Deus, em uma sequência de meditações no livro dos Salmos. De forma muito salutar temos nos voltado para o Salmo 119, que carrega em sua extensão uma valorização muito direta das Escrituras. Acredito que de certa forma estamos habituados à relevância bíblica e como igreja reformada, nós a consideramos de suprema importância e grande estima. Este salmo conclama o leitor, de…
O Deus que chora com os que choram
O choro, assim como a dor e o sofrimento são inerentes à natureza humana. Como poderia então um Deus de natureza transcendente chorar? A resposta está na humanidade de Cristo, declarada nas Escrituras. Ele assumiu a natureza humana e experimentou as nossas fraquezas, sem contudo pecar: “[…] antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana […]” (Fp 2.7). E é exatamente quando Jesus fica sabendo da morte…
Há de chegar o teu dia!
Ó morte, vilã das vilãs, ceifadora de sonhos, semeadora de lágrimas, abjeta inimiga humana com fome insaciável, parasita que subsiste do pecado humano (1Co 15.56), os teus dias já foram pesados. Se hoje te mostras impetuosa e invencível a nós humanos, hás de ser destronada e lançada em um lago de fogo e enxofre (Ap 20.14). Passarás a eternidade na companhia do diabo, da besta, do falso profeta, do inferno e de todos os seus adoradores (Ap 20.10,14-15), e juntamente…
O orgulho de Laodiceia
A inércia evangelística e discipuladora de Laodiceia decorria de orgulho: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma” (Ap 3.17). A palavra “rico” pode conotar prosperidade obtida independentemente de Deus; “isto é, minha riqueza é devida a meu próprio esforço”. A arqueologia confirma que Laodiceia era financeiramente próspera. Mesmo as dificuldades no abastecimento da água não a impediram de investir em aquedutos e se tornar famosa por suas fontes e pela produção de um colírio de boa qualidade.…
O desafio de Laodiceia
A carta de Cristo à Igreja de Laodiceia é uma das mais duras do Apocalipse (Ap 3.14-22). Nela não há palavra de elogio, nenhum ponto positivo a ressaltar. O leitor contemporâneo se choca com a aparente crueza de Apocalipse 3.15-17. O Senhor se dá a conhecer a uma igreja acomodada. Osborne explica que nas últimas décadas, mais estudiosos abandonam a leitura “moralizante” que entende “quente ou frio espiritualmente”. O problema é que as obras de Laodiceia são estéreis. Por isso…
Ano feliz e novo
Quando da passagem de um ano para outro, uma das expressões que mais usamos e ouvimos de uns para com os outros é: “Feliz ano novo!” Não há dúvida de tratar-se de uma bela e digna saudação, entretanto, trazemos à luz o questionamento: Como portadores do evangelho, o que podemos inferir de tal expressão? Em primeiro lugar, consideremos que é um privilégio adentrar em um novo ano. Isso deve nos levar a expressar gratidão a Deus, autor e preservador da…
Férias
Em janeiro o ritmo da igreja muda, pois alguns saem da cidade para descansar. Isso é bom, uma vez que o tema do descanso aparece nas primeiras páginas da Bíblia: E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera (Gn 2.2-3). O próprio Deus descansou após…
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